AxTech Logo escura

OWASP Top 10 Riscos de Segurança em APIs: como proteger suas APIs em 2026

Com a pressão crescente para a adoção do Agentes de IA, muitas organizações estão abrindo sem querer uma nova superfície de ataque: esses agentes dependem fortemente de APIs para se conectar a sistemas corporativos, fontes externas de dados e diversas ferramentas — o que significa que, sem modelos de segurança de API bem definidos, esses agentes podem acessar dados sensíveis, executar ações não autorizadas ou servir como vetores para comprometer sistemas inteiros.

A autoridade delegada da IA cria um desafio único, levando a OWASP a publicar recentemente o Top 10 para aplicações agentes, abordando especificamente essas ameaças. Mas mesmo sem IA, APIs desconhecidas ou invisíveis continuam sendo o principal vetor de ataque.

Abaixo, veja os 10 principais riscos de segurança em APIs segundo a OWASP, com sugestões de como mitigá-los usando a plataforma Amplify da Axway.

API 10 – Consumo inseguro de APIs

Desenvolvedores tendem a confiar demais em dados de APIs de terceiros. Invasores exploram serviços integrados com segurança frágil para injetar códigos maliciosos.

Mitigação:

  • Validar cabeçalhos e parâmetros de entrada
  • Limitar redirecionamentos e recursos
  • Monitorar padrões incomuns de uso

API 9 – Gerenciamento impróprio de inventário

Versões antigas ou APIs esquecidas representam alvos fáceis. Falta de documentação e estratégia de desativação agrava o problema.

Mitigação:

  • Inventariar e classificar APIs
  • Automatizar o ciclo de vida via DevOps
  • Usar o catálogo unificado da Amplify para rastrear APIs

API 8 – Configuração de segurança incorreta

Falhas como verbos HTTP desnecessários ou canais inseguros (ex: TLS desatualizado) abrem brechas de ataque.

Mitigação:

  • Definir padrões corporativos de formatos de dados
  • Implementar políticas globais de entrada/saída
  • Configurar CORS, headers e mascaramento de erros

API 7 – Server-side request forgery (SSRF)

A API busca um recurso remoto sem validar a URL fornecida. Isso permite que atacantes forcem o sistema a acessar destinos não esperados.

Mitigação:

  • Validar e limpar todas as URLs
  • Bloquear redirecionamentos e acessos a redes internas

API 6 – Acesso irrestrito a fluxos de negócio

Falha não técnica, mas com impacto real. Ex: automatização maliciosa de compras ou cancelamentos de passagens.

Mitigação:

  • Detecção de padrões não-humanos
  • Aplicar mecanismos como reCAPTCHA
  • Validar comportamentos automatizados

API 5 – Quebra de autorização em nível funcional

Usuários com acesso a funções que não deveriam ter. Ex: criar ou deletar objetos sem permissão.

Mitigação:

  • Política default “negar tudo”
  • Bloquear APIs administrativas fora da rede interna
  • Controlar acesso com base em grupos e roles

API 4 – Consumo irrestrito de recursos

Falta de limites para uso de CPU, memória, armazenamento e chamadas externas.

Mitigação:

  • Configurar limites (timeout, payload size, número de chamadas)
  • Testar APIs com simulações de uso extremo
  • Aplicar rate limiting e antívirus/ICAP via Amplify

API 3 –  Quebra de autorização em nível de propriedade de objeto

A API retorna ou aceita atributos que deveriam ser internos, permitindo modificações não autorizadas (mass assignment).

Mitigação:

  • Validar parâmetros e schemas
  • Evitar uso de * na seleção de dados
  • Adotar atribuição explícita no backend

API 2 – Quebra de autenticação

Endpoints de autenticação vulneráveis a brute force, MFA bypass, ou reset de senha sem confirmação.

Mitigação:

  • Nunca desenvolva autenticação do zero
  • Aplicar limites e lockouts em tentativas
  • Integrar com LDAP, SSO, WAF e outros sistemas seguros

API 1 – Quebra de autorização em nível de objeto (BOLA)

Usuários acessando dados de outros via IDs previsíveis. Ex: listar dados de usuários com /user/001, /user/002, etc.

Mitigação:

  • Verificações server-side com base em identidade
  • Uso de tokens JWT com atributos
  • Implementar filtros PEP (ex: XACML)

Conclusão

Essa lista da OWASP mostra que a segurança em APIs exige uma abordagem distinta dos apps tradicionais.

Plataformas como o Amplify da Axway ajudam a mitigar cada risco com ferramentas de governança, segurança, automação e visibilidade.

Autores:
Aleksandr Nartovich
Arquiteto Principal de Pré-Vendas na Axway

Lydia Defranchi
Editora-chefe de Blog e Jornalismo de Marca

Leia mais

A evolução inevitável das transações entre parceiros

Amplify Fusion: o iPaaS estratégico para um mundo híbrido, multicloud e acelerado

Quero me manter atualizado

Leia também

A evolução inevitável das transações entre parceiros

Amplify Fusion: o iPaaS estratégico para um mundo híbrido, multicloud e acelerado

A evolução do B2B nos próximos meses: agilidade, inteligência e integração estratégica

Talend vs Axway B2B: não é apenas sobre dados, é sobre parceiros

A evolução inevitável das transações entre parceiros

OWASP Top 10 Riscos de Segurança em APIs: como proteger suas APIs em 2026

Amplify Fusion: o iPaaS estratégico para um mundo híbrido, multicloud e acelerado

A evolução do B2B nos próximos meses: agilidade, inteligência e integração estratégica

Quero me manter atualizado

Pesquisar

Quero receber meu ebook gratuito